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Neemias e a Confissão Coletiva de Pecados

Neemias e a Confissão Coletiva de Pecados
Texto: Neemias 9:2, 6-7, 9-10, 30-36

Introdução: Em Neemias capítulo 8, o povo ficou de pé e ouviu a leitura do livro do Livro da Lei de Deus por seis horas (Neemias 8:3). Como resultado de ouvir a Palavra de Deus explicada por Esdras e pelos líderes espirituais, as pessoas reagiram à verdade que tinham ouvido. Eles restabeleceram a celebração da Festa das Cabanas em comemoração da provisão de Deus para eles e realizaram uma assembleia solene de acordo com a Palavra de Deus (Neemias 8:13-18). Suas ações servem para nos lembrar de vários fatores que são necessários para a renovação espiritual e reavivamento. Um dos fatores é a palavra de Deus (Neemias 8:1, 8) e o outro é a adoração (Neemias 8:13-18). Ambos são essenciais para um relacionamento correto com Deus e um não pode existir sem o outro.

Um terceiro fator na renovação espiritual e no avivamento é a confissão de pecados. Embora a adoração a Deus fosse um tempo de celebração alegre, o povo precisava expressar genuíno arrependimento e quebrantamento. Não há contradição na adoração e confissão de pecados. Há um tempo para se alegrar e há um tempo para se quebrantar sobre o pecado. O quebrantamento sobre o pecado raramente é experimentado nas igrejas de hoje. A adoração tem, na maioria das vezes, se tornado muito egocêntrica. Qualquer menção ao pecado ou chamar os pecadores à responsabilidade e ao arrependimento é vista como um obstáculo ao culto em vez de uma parte do culto. No entanto, tanto o Velho como o Novo Testamento enfatizam a importância de lidar biblicamente com o pecado (2 Crônicas 7:14; 1 João 1:9). Na verdade, não haverá culto bíblico até que o pecado seja confessado. A adoração é uma expressão natural daqueles que confessam o pecado e estão pessoalmente certos com Deus (Neemias 9:5).

Quando Neemias capítulo 9 inicia o povo de Deus estão reunidos em um dia especial reservado para arrependimento e confissão de pecado. A Bíblia diz: "... se ajuntaram os filhos de Israel em jejum, vestidos de sacos e com terra sobre as cabeças" (Neemias 9:1). Estas são práticas antigas e bíblicas que demonstravam um luto profundo e arrependimento de coração pelo pecado (2 Samuel 1:12, Jeremias 6:26 e Joel 2:12). Nosso sermão se concentra em torno de um grande encontro chamado por Esdras e Neemias, porque perceberam a necessidade de o povo de Deus ser chamado de volta para um relacionamento correto com Deus. Enquanto Esdras, Neemias, os levitas e todo o povo participavam e oravam e confessavam audivelmente, presume-se que Esdras era o líder ou o confessor e o que ora pela nação. Essa suposição é baseada no fluxo do texto, uma vez que a palavra "ele" em Neemias 8:18 é uma referência a Esdras, é lógico que ele ainda está falando em Neemias 9.

1. Confissão de Pecado e Separação (Neemias 9:2)

Versículo 2 "E os da linhagem de Israel se apartaram de todos os estrangeiros, puseram-se em pé e confessaram os seus pecados e as iniquidades de seus pais"

Uma verdadeira oração de confissão sempre resulta na separação do pecado. E isso é exatamente o que acontece neste versículo. A nação de Israel foi escolhida por Deus para ser um povo especial, separado das nações pagãs ao seu redor (Levítico 20:26). "a linhagem de Israel se apartaram de todos os estrangeiros" significa que o povo fez o que era necessário para distanciar-se dos "estranhos" ou dos que não eram descendentes de israelitas. Para alguns isso significava divorciar-se de suas esposas pagãs. Para outros, isso significava ficar longe de relacionamentos e situações que envolvessem "estranhos". Um dos pecados mais óbvios do povo de Deus nesta época em sua história era o casamento com estrangeiros cujas religiões pagãs estavam corrompendo a vida espiritual do povo. Cerca de treze anos antes de Neemias 9:2 ter sido escrito, Esdras tinha atacado corajosamente esta questão de casamentos que resultou em alguma confissão e separação, mas o problema ainda existia quando Neemias escreveu estas palavras (Esdras 9-10).

As palavras "... puseram-se em pé e confessaram os seus pecados e as iniquidades de seus pais", indica que as pessoas eram culpadas de transgressão comum. Os povos do dia de Neemias não estavam lançando a culpa por seus pecados em "seus pais", mas eles estavam cientes de que seus pais haviam pecado. Ao confessar "seus pecados" e "as iniquidades de seus pais", eles demonstraram um verdadeiro desejo de ter todo o pecado e quebra da lei de Deus completamente perdoado. Este tipo de confissão envolve confissão pessoal e coletiva. Neemias pessoalmente orou assim mesmo antes de retornar a Jerusalém para reconstruir as muralhas (Neemias 1:5-11).

2. Confissão de Pecado e Adoração (Neemias 9:6-7, 9-10)

Versículo 6 “Tu, só tu, és Senhor; tu fizeste o céu e o céu dos céus, juntamente com todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela existe, os mares e tudo quanto neles já, e tu os conservas a todos, e o exército do céu te adora"

Em Neemias 9: 5, os levitas exortaram o povo a: "Levantai-vos, bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade. Bendito seja o teu glorioso nome, que está exaltado sobre toda benção e louvor". Que confessaram o seu pecado e se separaram para o Senhor. Depois de exortar o povo a bendizer o Senhor, a oração é oferecida ao Senhor. As primeiras palavras desta oração soam como a oração modelo em que Jesus orou: "Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome" (Mateus 6:9).

Quanto ao louvor que o povo oferecia, devia ser direcionado ao Deus verdadeiro e vivo. "Tu, só tu, és Senhor", reconhece que Jeová é o único Deus. Isso era importante para as pessoas que haviam se casado com pagãos que serviam a outros deuses. É importante hoje como nós vivemos em uma sociedade pluralista onde um deus é tanto deus quanto outro. Deus não é tolerante com outros deuses (Êxodo 20:3). "...tu fizeste o céu e o céu dos céus, juntamente com todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela existe" atribui todo o poder criativo a Jeová. O salmista expressou esta mesma forma de adoração quando escreveu: ".... Foi ele quem nos fez, e somos dele" (Salmo 100:3). A frase "juntamente com todo o seu exército" é significativa porque os pagãos frequentemente adoravam as estrelas como deuses. "Exercito" refere-se às estrelas e as estrelas não devem ser adoradas. O Criador das estrelas deve ser adorado.

À medida que a oração de Esdras e Neemias continua, exaltam o Senhor pela Sua criação dos "mares e tudo o que nele há" e pelo fato de que Ele "os conserva". Deus não criou tudo e depois o abandonou. Ele "conserva" ou "mantém tudo vivo". Ele ainda tem o "exercito" ou "estrelas" contados e nomeados (Salmo 147:4). Quando nossos corações estão livres do pecado e em uma relação correta com o Senhor, nós simplesmente o adoramos e exaltamos por Sua grandeza essencial como Criador e conservador dos homens.

Versículo 7 "Tu és o Senhor, o Deus que elegeste a Abrão, e o tiraste de Ur dos caldeus, e lhe puseste por nome Abraão".

Enquanto o versículo 6 magnifica a grandeza essencial de Deus, o versículo 7 amplia a bondade distinta de Deus. Deus soberanamente "escolheu Abrão, e o tirou de Ur dos caldeus, e lhe deu o nome de Abraão". Este foi o início da história judaica e sem dúvida um dos atos mais poderosos de Deus. Ao chamar este homem de uma terra pagã, "Ur dos Caldeus", o poder, a misericórdia e a graça de Deus são vistos. Ninguém, a não ser Deus, poderia ter feito com que Abrão deixasse sua pátria e seguisse o Senhor em uma terra estranha.

O chamado de Deus a Abraão dá alguma razão para adorar e exaltar o Senhor? E o chamado de Deus para a sua vida? Você tem alguma razão hoje para exaltar Seu nome glorioso? Esdras e Neemias entenderam que o Senhor é digno de ser louvado pelas mudanças que Ele fez na vida de "Abrão", que mais tarde foi chamado de "Abraão".

Nota: Deus pode não ter mudado seu nome de Abrão para Abraão, mas Ele mudou sua condição de "perdido" para "salvo". Ele mudou alguma coisa pela qual Ele deveria ser adorado?

Versículo 9 "Também viste a aflição de nossos pais no Egito, e ouviste o seu clamor junto ao Mar Vermelho"

Depois de adorar a Deus em oração por Sua escolha e chamado de Abraão, os levitas e o povo celebraram o fato de que Deus viu "a aflição de nossos pais no Egito, e ouviu seu clamor pelo Mar Vermelho". Os descendentes de Abraão estiveram na escravidão egípcia por quatrocentos anos e sofreram "aflição" (Atos 7:6). Enquanto escravizados na miséria do Egito, Deus ouviu "o seu clamor" e os libertou. Eles eram um povo fraco e desamparado contra um poderoso opressor como Faraó e Egito. Eles nunca teriam sido capazes de se livrar se Deus não tivesse intervindo eles teriam morrido no Egito.

Em sua fuga do êxodo da terra do Egito, os filhos de Israel foram perseguidos por Faraó e pelo exército egípcio. Eles se viram rodeados por montanhas de cada lado, o exército egípcio por trás deles e o Mar Vermelho na frente deles (Êxodo 14). Deus realizou um milagre e abriu o Mar Vermelho e o povo de Deus atravessou em terra seca. A maioria dos escritores bíblicos ainda acreditam que o êxodo do povo de Deus do Egito através do Mar Vermelho é o mais significativo mesmo na revelação do Velho Testamento. Deus revelou Seu poder e amor a Seu povo aqui, diferente de qualquer outro lugar no Velho Testamento.

Versículo 10 "e o operaste sinais e prodígios contra Faraó; e contra todos os seus servos, e contra todo o povo da sua terra; pois sabias com que soberba eles os haviam tratado; e assim adquiriste renome, como hoje se vê”

A medida que esta oração de adoração continua a ser levantada ao Senhor os levitas e as pessoas expressam como Deus tinha espantado Faraó com seus "sinais e prodígios". Mesmo os "servos" de Faraó e "todo o povo" do Egito ficaram atordoados com o poder de Jeová (Deuteronômio 6:22). Os "sinais e prodígios" refere-se principalmente às dez pragas que Deus derramou sobre Faraó e a terra do Egito. Mas também incluiu o milagre da serpente (Êxodo 7:8-13) e a travessia do Mar Vermelho (Êxodo 14:16-31). A princípio, os magos de Faraó puderam duplicar os milagres e as pragas, mas isso acabou com o fim da terceira praga (Êxodo 8:18). Até o fim da terceira praga, até mesmo os "mágicos" de Faraó disseram: "Este é o dedo de Deus" (Êxodo 8:19).

"pois sabias com que soberba eles os haviam tratado", significa que Deus estava ciente da arrogância dos egípcios e de como eles trataram o povo de Deus. Ao fazer os milagrosos "sinais e prodígios" Deus fez "um nome" para si mesmo que "é hoje" ou ainda hoje se lembra.

3. Confissão de Pecado e Reflexão (Neemias 9:30-36)

Neemias 9:11-29 não estão incluídos no texto do nosso sermão. Eles se concentram nas provisões de Deus para os israelitas enquanto viajavam pelo deserto para Canaã. A parte final da oração de Esdras resume tudo o que ele disse sobre seu pecado e desobediência e a graça de Deus para com eles. O principal foco da oração, no entanto, é sobre o caráter de Deus e um apelo por Sua ajuda.

Versículo 30 "Não obstante, por muitos anos os aturaste, e testemunhaste contra eles pelo teu Espírito, por intermédio dos teus profetas; todavia eles não quiseram dar ouvidos; pelo que os entregaste nas mãos dos povos de outras terras"

É certamente notável Deus livrar os israelitas da escravidão egípcia e fazer sinais e prodígios em favor deles. Mas Esdras também estava sobrecarregado com a paciência e a tolerância de Deus com Seu povo durante seus tempos de desobediência. A paciência de Deus e a longanimidade com Israel foram demonstradas uma e outra vez quando Deus enviara Seus "profetas" para adverti-los de seus pecados. Apesar do fato de que essas mensagens enviadas por Deus através dos profetas eram também "pelo teu Espírito", o povo “não quis dar ouvidos". Por causa da desobediência do povo e do fracasso em ouvir os profetas, Deus os entregou "nas mãos dos povos de outras terras". Em outras palavras, Deus os entregou aos estrangeiros para castigo e correção.

A confissão verdadeira alterna entre o reconhecimento do pecado e o reconhecimento da paciência e da graça de Deus. Quando verdadeiramente confessarmos nossos pecados, reconheceremos com a mesma bênção como Deus tem sido bom para nós, mesmo que tenhamos desobedecido e recusado Sua oferta de perdão. É sempre agradável a Deus quando dizemos toda a verdade sobre nós mesmos e Deus. Nossa sociedade e nossa cultura minimizam o pecado. Quando o pecado é minimizado, desvaloriza e deturpa a paciência e a graça de Deus. Se o pecado não é tão ruim, então a paciência de Deus conosco e a misericórdia para conosco não é tão maravilhosa. Esdras e o povo de Deus não minimizaram o pecado nem os pecados de seus pais. Como resultado, eles foram capazes de refletir adequadamente sobre a bondade e a paciência de Deus para com eles.

Versículo 31 "Contudo pela tua grande misericórdia não os destruíste de todo, nem os abandonaste, porque és um Deus clemente e misericordioso"

Apesar de como os israelitas trataram Deus, Ele não os "destruiu" ou "os abandonou". Deus nunca os desamparou, mesmo em sua condição mais pecaminosa. Ele permaneceu com eles e trabalhou neles. E Ele fez isso por Sua "grande misericórdia". O fato de que alguém voltou do cativeiro babilônico vivo é um tributo à misericórdia e à graça de Deus. O fato de que qualquer um de nós é salvo pela graça e que Deus continua a trabalhar e fazer Sua vontade em nós é por causa de Sua "grande misericórdia".

Deus é "um Deus clemente e misericordioso". Pense nas muitas e muitas maneiras diferentes em que Deus demonstrou esse aspecto de Seu caráter em sua vida. Deus não foi "clemente e misericordioso" quando Ele o salvou? (Efésios 2:4 e Tito 3:5). Deus continuou sendo "clemente e misericordioso" quando você se afastou Dele? Deus tem sido "clemente e misericordioso" com você quando lutou com a dúvida? Deus foi "clemente e misericordioso" quando você foi a Ele em oração? (Hebreus 4:16) Não admira que Ele seja descrito como "um Deus clemente e misericordioso". A próxima vez que você orar pode glorificá-Lo para ouvir você dizer: "Senhor, Tu és um Deus clemente e misericordioso!"

Versículo 32 "Agora, pois, ó nosso Deus, Deus grande, poderoso e temível, que guardas o pacto e a beneficência, não tenhas em pouca conta toda a aflição que nos alcançou a nós, a nossos reis, a nossos príncipes, a nossos sacerdotes, a nossos profetas, a nossos pais e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até o dia de hoje"

Esdras mostrou verdadeira reverência a Deus, chamando-o de "Deus grande, poderoso e temível". No entanto, mais uma vez ele menciona a "misericórdia" de Deus. O trono de Deus não é de mármore e pedra, mas de "misericórdia". A palavra "temível" significa que Deus deve ser temido por causa de Quem Ele é e o que Ele tem feito. Outro pensamento tremendo é expresso por Esdras quando Ele reflete sobre o fato de que Deus "guardas o pacto e a beneficência". Isso significa que Deus cumpre Suas promessas e manifesta um amor firme em relação ao seu povo. Esdras estava orando como um homem que realmente experimentou o amor de Deus.

Esdras também expressou a Deus que o "problema" que Israel causou com a desobediência e o pecado não era "pouco" aos olhos de Deus. Esta é uma reflexão muito importante na oração. Tantas vezes pensamos que Deus vê o pecado da maneira que vemos. As coisas que vieram sobre os "nossos reis, a nossos príncipes, a nossos sacerdotes, a nossos profetas, a nossos pais e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria" não eram "poucas" coisas. Na verdade, Israel ainda estava lidando com os resultados de seu pecado e desobediência, mesmo eles estando de volta para casa. Babilônia e Pérsia continuaram a governar o povo de Deus com pesada tributação (Neemias 1:5). Apesar de tudo o que havia de errado, e apesar de todos os papéis que os líderes estrangeiros haviam desempenhado no castigo de Israel, Deus tinha fielmente cumprido Sua aliança e sido fiel a Israel como Seu povo.

Versículo 33 "Tu, porém, és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois tu fielmente procedeste, mas nós perversamente"

Deus sempre foi justo com Israel e não os castigou acima do que merecidamente mereciam. Esta parte da oração lembra-nos da oração do Rei Davi no Salmo 51:4 quando ele orou: "Contra ti, contra ti somente, pequei, e fiz o que é mau diante dos teus olhos; de sorte que és justificado em falares, e inculpável em julgares". Deus é um Deus de amor, mas seu amor é um amor santo. Sua natureza moral torna essencial que ele odeie o pecado e lide com ele. As pessoas hoje precisam entender o significado da santidade de Deus. Nossa atitude trivial em relação ao pecado vem de uma compreensão superficial da natureza de Deus.

"pois tu fielmente procedeste" é absolutamente verdade. E não se esqueça. Para sempre e sempre Deus fará o certo! Mas quanto a nós, "procedemos perversamente". As atitudes e ações do povo de Deus só podem ser verdadeiramente avaliadas na presença de um Deus santo. Quanto mais perto se chega a Deus, mais se torna consciente de sua própria pecaminosidade.

Versículo 34 "Os nossos reis, os nossos príncipes, os nossos sacerdotes, e os nossos pais não têm guardado a tua lei, nem têm dado ouvidos aos teus mandamentos e aos teus testemunhos, com que testificaste contra eles".

O humilde reconhecimento da pecaminosidade no versículo 33 é seguido por uma outra confissão de que os "reis, príncipes, sacerdotes e pais" também falharam em manter a "lei" de Deus e ouvir os "mandamentos" e "testemunhos" de Deus. Eles deram pouca ou nenhuma atenção ao que Deus ordenou e falharam em levar as advertências de Deus a sério. Por causa disso, Deus "testificou contra eles". Essa declaração é uma referência às advertências do profeta mencionadas no versículo 30.

Versículo 35 "Porque eles, no seu reino, na muita abundância de bens que lhes deste, na terra espaçosa e fértil que puseste diante deles, não te serviram, nem se converteram de suas más obras"

As palavras desta parte da oração refletem sobre a ingratidão do povo de Deus. Embora Deus tivesse sido tão bondoso e gentil com Seu povo, eles responderam não servindo a Ele e não deixando suas "más obras". Eles viveram "no seu reino" e na "terra espaçosa e fértil" que Deus lhes deu e ainda assim se recusaram a ser fiéis a Deus. O povo de Deus não deve ser identificado por reconhecimento e gratidão? E, no entanto, tantas vezes nos esquecemos de todos os atos milagrosos e graciosos de Deus em nosso favor. Quando nós agimos assim, somos levados à desobediência, aos corações duros, e a uma atitude má.

Quando você lê a história da nação de Israel no Antigo Testamento, especialmente durante os dias dos Juízes ou o registro dos reis no Livro de Reis ou Crônicas, você encontrará um padrão desagradável ao Senhor. Esse padrão pode ser resumido nas palavras "não te serviram". Isso não significa que Israel nunca serviu ao Senhor. Isso significa que eles falharam em servir fielmente ao Senhor e aproveitar a bondade de Deus.

Versículo 36 "Eis que hoje somo escravos; e quanto à terra que deste a nossos pais, para comerem o seu fruto e o seu bem, eis que somos escravos nela"

"Eis que hoje somo escravos", refere-se ao fato de que embora um remanescente de judeus tinha retornado para casa em Jerusalém eles ainda estavam sob o domínio persa. Os persas não eram tão duros para os israelitas como os babilônios ou assírios, mas eles exijam uma pesada carga fiscal sobre eles. A tristeza desta realidade é ecoada nas palavras "eis que somos escravos nela". "Era" a terra natal deles. Apesar da generosidade dos persas de deixar o povo voltar e viver em sua terra natal, eles permaneceram escravos. Deus tinha dado a Israel uma terra maravilhosa na qual morar que era abençoada com "fruto" e "coisas boas" e, no entanto, eram "servos nela". É possível ser um escravo em sua terra!

O que a frase "eis que somos escravos nela" lhe diz? Qualquer homem que está em Cristo Jesus através do novo nascimento da salvação é livre (João 8:36, Romanos 6:17-18, 8: 2, Gálatas 2:4). É possível estar livre da penalidade do pecado e ainda estar na escravidão do mundo. A vida cristã é uma vida maravilhosa de alegria, vitória, paz e fecundidade. Mas se nós, como filhos de Deus, não confessarmos nossos pecados e nos separarmos do mundo presente do mal, poderemos nos encontrar na mesma situação dos israelitas, "escravos nela".

Conclusão: A confissão de pecado é ordenada nas Escrituras (1 João 1:9). A separação do pecado é ordenada (1 Tessalonicenses 4:1-4). Ambos devem ocorrer privadamente e corporativamente se quisermos proteger a pureza da adoração.

A igreja precisa de renovação espiritual. Nós cristãos temos todas estas maravilhosas promessas e bênçãos de Deus disponíveis para nós e liberdade em Cristo Jesus, mas ainda estamos em escravidão. Entreguemos-nos à confissão privada e coletiva do pecado. Vamos recitar as palavras de Esdras, Neemias, os levitas e as pessoas que estão registradas no texto do nosso sermão. Voltemos hoje à oração, ao culto, à confissão, à separação do pecado e ao louvor a Deus. E pedimos sinceramente a Deus para nos impedir de nos tornarmos "escravos" em nossa própria terra!

Amém.

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