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Sermão da Montanha (Parte 5): Uma Vida de Justiça

Sermão da Montanha (Parte 5): Uma Vida de Justiça
Nesta lição, vamos considerar como a vida de um discípulo é uma vida de justiça. A palavra significa ser reto. Como veremos, isso não significa que devemos tratar todos da mesma maneira. Isto pode soar surpreendente, mas o mal-entendido sobre "justiça" é comum. Politicamente, é visto em sistemas como o socialismo. Culturalmente é visto na aceitação de pecados como a homossexualidade. Jesus não estava defendendo algum tipo de "justiça social" ou instruindo-nos a tolerar o pecado e o erro. Em vez disso, Ele ensinou que devemos ser justos em nossas vidas. Essa passagem explica o que isso significa.

Não julgue hipocritamente
"Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão" (Mateus 7:1-5).
É importante notar que Jesus não disse que não devemos julgar. Muitos afirmam isso. Eles tomam a primeira parte do primeiro verso ("Não julgueis"), ignoram o contexto, ignoram as passagens relacionadas, e então inserem sua própria interpretação - uma que nos proíbe de condenar as escolhas de qualquer um - na declaração de Jesus. No entanto, Jesus disse em outro lugar: "Não julgueis pela aparência, mas julgai segundo o reto juízo" (João 7:24). Claramente, Ele espera que Seus discípulos julguem; mas eles não devem julgar hipocritamente.

Nesta passagem, Jesus emitiu uma forte advertência de que se julgarmos os outros injustamente, Deus nos manterá responsáveis: "Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós" (Mateus 7:2). Ele fez esta observação antes no ensino sobre a oração: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas" (Mateus 6:14-15). Se recusarmos mostrar misericórdia aos outros, não podemos esperar que Deus nos mostre misericórdia. Se julgarmos os outros com dureza, podemos esperar que Deus faça o mesmo conosco.

Também é importante que compreendamos o cenário que Jesus descreveu nesta passagem. Ele fez um contraste entre "o argueiro no olho do teu irmão" e "a trave que está no teu olho" (Mateus 7:3). Ele usou isso para ilustrar o fato de que nosso irmão pode ter um problema em sua vida que precisa ser abordado, mas podemos ter um problema maior em nossas próprias vidas.

Por exemplo, suponha que seu irmão tenha o hábito de dirigir a 65 quilômetros por hora através de uma zona escolar. Dirigir a essa velocidade é ilegal e inseguro durante o horário normal da escola. Podemos confrontar nosso irmão e explicar-lhe porque ele não deve dirigir tão rápido por uma zona escolar. No entanto, suponha que temos o hábito de dirigir através da mesma zona escolar a 85 quilômetros por hora. Podemos tentar racionalizar nossas ações e apresentar desculpas - talvez pensemos que dirigimos melhor do que nosso irmão ou talvez os freios do nosso carro funcionam melhor. Independentemente da "desculpa" que usamos, ainda assim estaremos dirigindo de uma forma que é ilegal e insegura. Sim, nosso irmão pode precisar ser corrigido, mas não estamos em posição de fazê-lo porque nossas ações são mais graves do que a dele.

Jesus ensinou que não podemos ajudar nosso irmão enquanto "a trave que está no nosso olho" (Mateus 7:4). Então, Ele explicou o que devemos fazer: "tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão" (Mateus 7:5). Primeiro, devemos abordar nossas próprias deficiências. Então, não devemos ignorar o pecado de nosso irmão; em vez disso, devemos fornecer ajuda para que ele possa fazer as correções que ele precisa fazer. Podemos ajudar mais eficazmente quando podemos "ver claramente" e nosso pecado foi removido de nossas próprias vidas.

Uma vez que compreendemos o cenário que Jesus deu, podemos então fazer a aplicação para nossas próprias vidas. Primeiro devemos examinar a nós mesmos - "tira primeiro a trave do teu olho" (Mateus 7:5). Paulo escreveu: "Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos" (2 Coríntios 13:5). Não podemos nos contentar com o pecado em nossas vidas. Em vez disso, devemos "Aborrecer o mal e apegai-vos ao bem" (Romanos 12:9). Se temos pecado em nossas vidas, devemos corrigi-lo. Então, ao longo de nossas vidas, esperamos continuar a crescer e a melhorar: "Crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (2 Pedro 3:18).

Depois de examinarmos a nós mesmos e corrigirmos o pecado em nossas próprias vidas, então poderemos ajudar os outros a corrigir seu pecado. Isto é o que Paulo disse aos gálatas: "Irmãos, se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não sejas tentado. Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo" (Gálatas 6:1-2). Jesus não ensinou que devemos ignorar o pecado de alguém por medo de ser "crítico". Judas nos instruiu a fazer exatamente o contrário: "salvai-os, arrebatando-os do fogo; e de outros tende misericórdia com temor, abominação até a túnica manchada pela carne" (Judas 23). Em vez de ignorar o pecado de alguém, devemos tentar salvá-los de seu pecado. Além disso, é importante que estejamos usando o padrão correto em nosso "julgamento". Jesus disse: "Não julgueis de acordo com a aparência, mas julgai com justiça" (João 7:24). A única maneira que podemos fazer isso é fazer juízos de acordo com a Palavra de Deus. Expressar este "juízo justo" será feito através de ensinar e advertir outros na palavra de Deus.

Não dê o que é sagrado aos cães
"Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis aos porcos as vossas pérolas, para não acontecer que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem" (Mateus 7:6).
Antes de podermos aplicar o provérbio de Jesus, precisamos entender o ponto que Ele estava fazendo. Ao usar cães e suínos em Sua ilustração, Ele estava falando de animais que eram vistos negativamente por pessoas naquela época (muito diferente, particularmente sobre cães, de como as pessoas veem hoje). Eles foram discutidos em contraste com um "irmão" nos versos anteriores (Mateus 7:3-5).

Jesus comentou especificamente o comportamento esperado desses animais porque eles eram usados para representar o comportamento que as pessoas muitas vezes demostram quando são ensinadas a verdade. Os cães e porcos no provérbio de Jesus são simbólicos de pessoas que pisam a verdade e atacam violentamente aqueles que a ensinam. O que é "santo" refere-se ao ensino, correção ou ajuda que poderíamos dar a outros que precisam fazer mudanças em suas vidas (Mateus 7:5).

À medida que aplicamos este provérbio, precisamos entender o ponto subjacente de Jesus, de que não podemos tratar todos da mesma forma. Pode parecer chocante para alguns que Jesus ensinaria isso. Mas quando olhamos atentamente para o que Ele disse, podemos claramente ver que isso era o que Ele queria dizer. Ele disse que "não devemos dar o que é sagrado aos cães" porque precisamos dar isso a outros. Isso não é possível se tentarmos tratar todos da mesma forma. Devemos exercer bom julgamento se quisermos ser justos.

A triste realidade é que nem todos responderão positivamente à nossa ajuda que lhes oferecemos em suas vidas espirituais. Na carta de Paulo aos Gálatas, ele escreveu: “Tornei-me acaso vosso inimigo, porque vos disse a verdade? ” (Gálatas 4:16). Embora possamos falar "a verdade em amor" (Efésios 4:15), muitos não a tomarão assim. Eles vão rejeitar a verdade, nos atacar por "julgá-los", questionar nossos motivos e nos odiar apesar de nossos esforços para mostrar-lhes o caminho que leva à vida. Em nossos esforços para ensinar os outros, pode chegar um momento em que teremos de "sacudir o pó de nossos pés" e seguir em frente (Mateus 10:14).

Deixar de fazer isso priva os outros - aqueles que poderiam ser receptivos à verdade - da ajuda que poderíamos fornecer. Ao continuar tentando ensinar aqueles que demonstraram uma rejeição voluntária à verdade, estamos tirando tempo de oportunidades potenciais para ensinar a outros que podem estar abertos à verdade.

Além disso, temos certas responsabilidades que Deus nos deu - família, trabalho, igreja, etc. Se deixarmos de seguir a instrução de Jesus para "não dar o que é sagrado aos cães", podemos negligenciar nossas outras responsabilidades. Observe o que Jesus disse em uma passagem semelhante: "Não é bom tomar o pão dos filhos e jogá-lo aos cães" (Mateus 15:26). No contexto, Ele estava falando com uma mulher Cananéia que tinha vindo a Jesus para curar sua filha. Ele lhe explicou que Ele foi "enviado apenas para as ovelhas perdidas da casa de Israel" (Mateus 15:24). Ele não se permitiria se distrair de Sua missão ao sair e curar pessoas de todas as outras nações. No final, Ele curou a filha desta mulher quando essa demonstrou sua grande fé (Mateus 15:27-28), mas Seu ponto inicial permanece. Não podemos negligenciar as responsabilidades primárias que Deus nos deu. Isto, naturalmente, não significa que não podemos fazer mais - em muitos casos, certamente podemos. Mas não devemos negligenciar nossas responsabilidades porque deixamos de exercer bom julgamento e nos recusamos a passar daqueles que provam ser "cães" e "suínos".

Deus nos mostra bondade
"Pedí, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede, recebe; e quem busca, acha; e ao que bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem?" (Mateus 7:7-11).
Ao tratar os outros com justiça, também devemos fazê-lo com misericórdia. Isto é baseado em como Deus nos trata (ver Mateus 6:14-15). Jesus disse que podemos pedir, buscar e bater, e receberemos, acharemos e será aberto para nós (Mateus 7:7-8). Isso não significa que Deus nos dará tudo o que queremos, mas Ele fornece o que precisamos (ver Mateus 6:8, 32-33).

Jesus então citou o cuidado de um pai para com seu filho como prova de que podemos confiar em Deus (Mateus 7:9-10). Ele disse: "Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhes pedirem?" (Mateus 7:11). Se os filhos podem confiar em seus pais, quanto mais podemos confiar em Deus. Ele é perfeito (Mateus 5:48); Portanto, Ele não vai mentir para nós ou falhar.

Esta passagem é frequentemente usada em referência à oração. A aplicação certamente pode ser feita, mas o ponto de Jesus vai além disso. No contexto, Jesus estava falando sobre o caminho para o reino e a vida eterna (Mateus 6:33; 7:13-14). Seu ponto era que o caminho da salvação está disponível para todos. Jesus disse: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16). Ele disse aos Seus apóstolos: "Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" (Marcos 16:15-16). Mas, a fim de aproveitar a salvação que Ele nos disponibilizou, devemos pedir, buscar e bater para entrar em Seu reino. Como vamos fazer isso? Pedimos perguntando o que devemos fazer para sermos salvos (Atos 2:37). Buscamos, examinando as Escrituras para encontrar a verdade ou confirmar a mensagem que ouvimos (Atos 17:11). Batemos, fazendo um apelo a Deus por uma boa consciência, que é feita no batismo (1 Pedro 3:21). Aqueles que fazem isso são acrescentados por Deus à igreja do Senhor (Atos 2:41, 47) que é Seu reino (Mateus 16:18-19).

Deus mostrou bondade a nós tornando a salvação disponível. Ele também mostrou justiça em tornar este caminho aberto a todos.

Pratique a "Regra de Ouro"
"Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas" (Mateus 7:12).
Este verso é comumente referido como a "regra de ouro". Declarado de forma diferente, é: Faça aos outros como você gostaria que eles fizessem a você. Ninguém gosta de ser tratado injustamente. Nos nossos tratos com os outros, devemos nos colocar no lugar deles.

Paulo disse aos irmãos em Filipos: "nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros" (Filipenses 2: 3-4). Em vez de se concentrar apenas no que eles acreditavam ser o seu próprio interesse, eles deveriam estar preocupados com as necessidades dos outros. Isto é o mesmo que Cristo fez por nós: "Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Filipenses 2:5).

No entanto, se não tratarmos os outros deste modo, não devemos esperar que o Senhor nos salve. Lembre-se do que Jesus disse no início desta passagem: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós" (Mateus 7:1-2). Considere também o fato de que Paulo enumerou "sem amor" e "sem misericórdia" entre os pecados que fazem com que alguém seja "digno de morte" (Romanos 1:31-32). Se quisermos que o Senhor nos recompense no final, devemos estar dispostos a praticar a "regra de ouro" e tratar os outros com justiça e misericórdia.

Conclusão

Devemos viver uma vida de justiça como discípulo. Isto significa que devemos tratar os outros de acordo com o padrão do Senhor. Não devemos ir além ou ficar aquém disso. Nosso fracasso não só impactará os outros, mas também afetará nossa posição diante de Deus.

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