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A aplicação da sabedoria: A Fala (Parte 1)

A aplicação da sabedoria: A Fala (Parte 1)
A próxima área da aplicação tem a ver com a nossa fala. Exercer a sabedoria não é apenas sobre o que fazemos, mas inclui as coisas que falamos.
"Não convém ao tolo a fala excelente; quanto menos ao príncipe o lábio mentiroso!" (17:7).
O tolo não apreciará a sabedoria, nem ouvirá a sabedoria, nem crescerá em sabedoria. Isso será visto em seu caráter (como já foi discutido) e em suas palavras. Aquele que não consegue adquirir a sabedoria não falará palavras de sabedoria. O sábio, no entanto, à medida que cresce em sabedoria desenvolverá "fala excelente", que será então evidente para todos os que o ouvirem.

O Valor das Boas Palavras

No início do estudo consideramos o valor da sabedoria e como ela vale muito mais do que o ouro, a prata e outras coisas valiosas desta vida. Como a sabedoria produz "fala excelente" (17:7), esperamos que as palavras ditas por alguém que tenha adquirido sabedoria também sejam valiosas. Várias passagens no livro de Provérbios mostram que esse é o caso.
"A boca do justo é manancial de vida, porém a boca dos ímpios esconde a violência" (10:11).
Boas palavras levam à vida. Isso pode se referir ao fato de que aquele que mantém sua fala correta será abençoado nesta vida. Também é verdade que aquele que fala as palavras de justiça contribui para o bem-estar espiritual de si mesmo e de todos os que o ouvem. Em contraste, as palavras dos ímpios "esconde a violência", escondendo o dano que vem de seu discurso destrutivo.
"A boca do justo produz sabedoria; porém a língua perversa será desarraigada. Os lábios do justo sabem o que agrada; porém a boca dos ímpios fala perversidades" (10:31-32).
Aquele que se tornou justo seguindo o caminho da sabedoria de cima, falará coisas que são "aceitáveis" e dará sabedoria. O ímpio, por ter rejeitado a sabedoria divina, fala o que é "pervertido" e corrupto. Não importa o quão sábio ele pensa que é, sem a verdadeira sabedoria, ele está apenas falando o que "parece certo" para ele, o que finalmente leva à "morte" (14:12, 16:25). Salomão refere-se ao fim do conselho do homem mau quando diz que sua "língua será desarraigada".
"A língua do justo é prata escolhida; o coração dos ímpios é de pouco valor" (10:20).
"Há ouro e abundância de pedras preciosas; mas os lábios do conhecimento são joia de grande valor" (20:15).
Ouro, prata e joias sempre foram valiosos aos olhos do homem. Salomão os usa para fazer uma comparação com o discurso sábio. Se tomarmos aquelas coisas que são geralmente consideradas como as mais valiosas posses mundanas, "os lábios do conhecimento são joia de grande valor".
"Os desígnios dos maus são abominação para o Senhor; mas as palavras dos limpos lhe são aprazíveis" (15:26).
Há uma ligeira diferença na tradução da João Ferreira de Almeida Atualizada (citada acima) e na Almeida Corrigida e Revisada Fiel. Na versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel, no entanto, aqueles que falam "palavras aprazíveis" são chamados de "puros". "as palavras dos puros são aprazíveis" (ACRF). Em ambos os casos, a pureza - que vem quando se aprende e aplica a vontade de Deus - resulta em uma fala que é agradável. Isto é contrastado com os "desígnios dos maus" - as intenções de um coração corrupto - que é uma abominação ao Senhor. Isto fornece ainda mais um lembrete de que os frutos da sabedoria - neste caso, a fala - são produzidos por alguém que tem o seu coração bem diante de Deus.
"Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo" (25:11).
"Como água fresca para o homem sedento, tais são as boas-novas de terra remota" (25:25).
Os dois versículos acima descrevem o grande valor das palavras de encorajamento. As "maçãs de ouro em salvas de prata" são um símbolo da beleza e riqueza de palavras que são usadas para edificar outros. A "água fresca para o homem sedento" é usada para descrever palavras encorajadoras como sendo refrescante e até mesmo salva-vidas. Sem palavras boas para encorajar e instruir os caminhos de Deus, não há razão para a esperança e nenhum caminho para a vida.

As consequências das palavras más

Além do fato de que as boas palavras são valiosas, usar as palavras adequadas também é importante por causa das consequências negativas que vêm de palavras más.
"Pela transgressão dos lábios se enlaça o mau; mas o justo escapa da angústia" (12:13).
Um homem mau vai falar coisas que também são más. Lembre-se: "Porque, como ele pensa consigo mesmo, assim é” (23:7). Seus maus pensamentos vão sair nas palavras que ele usa. Quando isto acontece e ele pecar com seus lábios, ele trará problemas sobre si mesmo. O sábio diz em outra parte: "Na boca do tolo está a vara da soberba, mas os lábios do sábio preservá-lo-ão" (14:3). As boas palavras do homem sábio fornecerão proteção contra danos que de outra forma poderiam vir contra ele. Em contraste, as más palavras do homem insensato só o põem em perigo.
"Suave é ao homem o pão da mentira; mas depois a sua boca se enche de pedrinhas" (20:17).
É comum as pessoas mentirem para conseguir o que querem. Quando eles fazem isso, eles podem ter a satisfação inicial e o prazer de desfrutar o que eles foram capazes de obter através da falsidade. Mas esse sabor "doce" acabará mudando, como se "sua boca estivesse cheia de pedrinhas". Isso poderia referir-se à culpa que mais tarde se pode ter por mentir para adquirir o que ele queria. Pode também se referir às consequências negativas da mentira - como receber a má reputação de ser um mentiroso ou a ameaça de vingança daquele que foi enganado. De qualquer maneira, Salomão está enfatizando o fato de que mentir para ganhar algum tipo de vantagem é comum, mas não é nem sábio nem benéfico no longo prazo.
"O que anda mexericando revela segredos; pelo que não te metas com quem muito abre os seus lábios" (20:19).
Um dos pecados mais comuns da língua é a fofoca. O sábio oferece alguns conselhos práticos aqui: "não te metas com quem muito abre os seus lábios". Se você se associar com um fofoqueiro, eles vão contar aos outros sobre as coisas secretas que descobrem sobre você que não precisam ser repetidas para os outros. Mesmo quem é irrepreensível e reto pode sofrer danos como resultado de fofocas espalhadas sobre ele. Por isso, é melhor não manter a companhia com um fofoqueiro. Aqueles que seguem a sabedoria seguirão esse conselho. Aqueles que não o fizerem continuarão a se associar com quem fofoca. Portanto, para a fofoca que se espalhando, há a consequência negativa de perder seus amigos piedosos (como eles seguem a instrução do homem sábio) e ficar apenas com amigos maus.
"O que amaldiçoa a seu pai ou a sua mãe, apagar-se-lhe-á a sua lâmpada nas, mais densas trevas" (20:20).
Um dos Dez Mandamentos contem a instrução de respeitar seus pais: "Honra a teu pai e a tua mãe, para que os teus dias se prolonguem na terra que o Senhor teu Deus te dá" (Êxodo 20:12). Em outra parte, a Lei declarou: "Maldito aquele que desonra seu pai e sua mãe" (Deuteronômio 27:16). Aquele que amaldiçoar seu pai e sua mãe será amaldiçoado a si mesmo. A frase: "Sua lâmpada se apagará no tempo das trevas", está em contraste com a recompensa de honrar os pais: "Para que os vossos dias se prolonguem" (Êxodo 20:12). Há bênçãos por honrar os pais e consequências negativas por não o fazer. O sábio diz em outra passagem: "porque o maligno não tem futuro [recompensa]; e a lâmpada dos ímpios se apagará" (24:20). Este é o destino de alguém que usa suas palavras para amaldiçoar seus pais.
"Se procedeste loucamente em te elevares, ou se maquinaste o mal, põe a mão sobre a boca. Como o espremer do leite produz queijo verde, e o espremer do nariz produz sangue, assim o espremer da ira produz contenda" (30:32-33).
Outro pecado comum da língua é se vangloriar. Aqui no final do capítulo atribuído a Agur (30:1), somos advertidos contra a jactância. As palavras maléficas, arrogantes e dolorosas só levam a conflitos. O salmista escreveu: "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!" (Salmo 133:1). No entanto, o homem arrogante que suscita lutas não consegue desfrutar dessa bênção. Suas palavras criam e aprofundam a divisão que existe entre seus irmãos.

Próximo: A Aplicação da Sabedoria: A fala (Parte 2)

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