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A apreciação da sabedoria: contraste entre o justo e o ímpio - consequências físicas

A apreciação da sabedoria: contraste entre o justo e o ímpio - consequências físicas
Para enfatizar ainda mais a necessidade de apreciar a sabedoria, vamos voltar nossa atenção agora para diversas passagens no livro de Provérbios que realçam o contraste entre o justo e o ímpio. Podemos dividi-las em duas categorias: consequências físicas e consequências espirituais. À medida que consideramos as seguintes passagens, haverá algumas que podem ter aplicação para ambas as consequências físicas e espirituais, mas para o nosso estudo, elas serão colocadas em uma categoria ou outra.

Consequências físicas

"O que o ímpio teme, isso virá sobre ele; mas aos justos se lhes concederá o seu desejo" (10:24).

Nosso futuro é composto de três coisas: o que desejamos, o que tememos, e o que não esperamos. Geralmente, os justos podem esperar alguma medida de bênção de Deus por seguir a Sua vontade. Os ímpios podem contar com as coisas que eles temem como consequências negativas para o seu comportamento tolo.

“A integridade dos retos os guia; porém a perversidade dos desleais os destrói. De nada aproveitam as riquezas no dia da ira; porém a justiça livra da morte. A justiça dos perfeitos endireita o seu caminho; mas o ímpio cai pela sua impiedade. A justiça dos retos os livra; mas os traiçoeiros são apanhados nas, suas próprias cobiças. Morrendo o ímpio, perece a sua esperança; e a expectativa da iniquidade. O justo é libertado da angústia; e o ímpio fica em seu lugar”. Provérbios 11:3-8

O tema subjacente dos versos acima é a maneira certa e a maneira errada de obter riqueza. Os justos, sendo guiados por sua integridade (11:3), compreendendo as limitações das riquezas (11:4), e agindo com integridade (11:5), e com retidão (11:6), evitarão problemas no que diz respeito a riqueza desta vida (11:8). Em contraste, o ímpio será desleal (11:3), em seu desejo de acumular riquezas. Moralidade ou integridade não importa, porque na sua avareza (11: 6), tudo o que ele tem que esperar são as riquezas desta vida (11:7). Mas suas riquezas não lhe ajudarão quando chegar a hora de sofrer as consequências de suas prioridades equivocadas e práticas corruptas (11:4).

“O homem bondoso faz bem à sua, própria alma; mas o cruel faz mal a si mesmo. O ímpio recebe um salário ilusório; mas o que semeia justiça recebe galardão seguro. Quem é fiel na retidão encaminha, para a vida, e aquele que segue o mal encontra a morte”. Provérbios 11:17-19

Estes versos enfatizam a maneira pela qual tratamos os outros. Aqueles que são misericordiosos e justos para com os outros terão uma recompensa. Aqueles que são cruéis, malvados, e perversos no tratamento de outros irão sofrer. Os ímpios, porém, enganam a si mesmos, pensando que vai fazer bem por maltratar os outros. No curto prazo, isso pode funcionar para ele. Mas, a longo prazo, isso não acontece. É por isso que Salomão diz: "O ímpio recebe um salário ilusório". Ele engana a si mesmo ao pensar que a curto prazo o "benefício" que ele recebe de enganar os outros é sustentável a longo prazo. Não é. Jesus mais tarde falou sobre como devemos tratar os outros quando instituiu o que comumente chamamos de a "Regra de Ouro": "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas" (Mateus 7:12).

“Segundo o seu entendimento é louvado o homem; mas o perverso de coração é desprezado”. Provérbios 12:8

Aqueles que buscam a sabedoria que vem de cima terão entendimento. Com isso vem elogios daqueles que respeitam a Deus e Sua sabedoria. O "perverso de coração" é aquele que rejeita a sabedoria de Deus e caminha de acordo com a sua própria vontade. Aqueles que seguem esta sabedoria, seja através de rebeldia ou ignorância, serão desprezados por aqueles que reconhecem e respeitam a sabedoria divina.

"A luz dos justos alegra; porem a lâmpada dos ímpios se apagará" (13:9).

A luz é usada para simbolizar visão e compreensão. Ela também proporciona um sentido de proteção e segurança. A palavra “alegra” é derivada de uma palavra que significa “iluminar”. Assim, a visão, a compreensão, a proteção e a segurança apreciada pelo homem justo abunda, ou brilha. Em contraste, a lâmpada do homem ímpio (sua compreensão, percepção, proteção e segurança) se apaga.

"O que despreza a palavra traz sobre si a destruição; mas o que teme o mandamento será galardoado. O ensino do sábio é uma fonte devida para desviar dos laços da morte. O bom senso alcança favor; mas o caminho dos prevaricadores é áspero" (13:13-15).

Aquele que teme o Senhor e Sua Palavra, e segue os ensinamentos dos sábios, e pratica a justiça, será recompensado com vida e favor. Mas aquele que despreza a palavra do Senhor e anda traiçoeiramente sofrerá dificuldades nesta vida que poderiam ter sido evitadas se ele apenas tivesse seguido a vontade de Deus. Várias passagens abordam este mesmo ponto. "O que busca diligentemente o bem, busca favor; mas ao que procura o mal, este lhe sobrevirá" (11:27). "Nenhuma desgraça sobrevém ao justo; mas os ímpios ficam cheios de males" (12:21). "Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe deles" (22:5).

"O mensageiro perverso faz cair no mal; mas o embaixador fiel traz saúde" (13:17).

Aqueles que são fiéis em levar a mensagem da verdade que conduz à sabedoria divina são um benefício para todos aqueles que os ouvem. O "mensageiro perverso", além de não fornecer nenhuma ajuda para a sua audiência, também traz problemas para si mesmo.

"O mal persegue os pecadores; mas os justos são galardoados com o bem" (13:21).

O homem ímpio não apenas tropeça em problemas. Salomão diz que o problema o persegue, enquanto os justos gozam de prosperidade. Uma declaração semelhante é encontrada alguns capítulos mais tarde: "Na casa do justo há um grande tesouro; mas nos lucros do ímpio há perturbação" (15:6).

"O justo come e fica satisfeito; mas o apetite dos ímpios nunca se satisfaz" (13:25).

As passagens que já observamos que falam da riqueza e da prosperidade como recompensa para os justos não devem ser interpretadas como ensinamento de que seguir a Deus é uma forma de obter riquezas muito acima e além do que a maioria no mundo desfruta (1 Timóteo 6:3-5). No entanto, há bênçãos por seguir a justiça. Jesus diria mais tarde: "Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas [as necessidades básicas da vida] serão acrescentadas" (Mateus 6:33). Ao evitar o caminho da maldade e seguir os caminhos da sabedoria, o homem justo pode ter certeza de que está sendo abençoado para que ele possa "satisfazer o seu apetite". Aquele que rejeita a justiça encontra-se "em necessidade". Este conceito é abordado a partir de um ângulo diferente no próximo capítulo. Salomão disse: "Dos seus próprios caminhos se fartará o infiel de coração, como também o homem bom se contentará dos seus" (14:14). O homem justo, em ambos os versos, é capaz de se contentar com as bênçãos que vêm de fazer o bem. O homem perverso é "necessitado" dessas bênçãos que são boas (13:25), e ainda tem uma abundância das dificuldades que vêm como consequência da sua maldade (14:14).

"Porque sete vezes cai o justo, e se levanta; mas os ímpios são derribados pela calamidade" (24:16).

Mesmo o homem justo, ocasionalmente tropeça em pecado e tem que sofrer as consequências por isso. Mas a diferença entre o justo e o ímpio é que o justo se levanta depois de tropeçar e continua no caminho da verdade, enquanto o ímpio continua no seu pecado com as consequências do composto pecado contra ele.

"O cobiçoso levanta contendas; mas o que confia no senhor prosperará. O que confia no seu próprio coração é insensato; mas o que anda sabiamente será livre" (28:25-26).

A diferença fundamental entre o justo e o ímpio é em quem depositam a confiança. O homem justo "confia no Senhor". Como resultado, ele é "livre" (isto é verdadeiro tanto para o seu bem-estar físico como espiritual). O homem perverso é "arrogante" e tolamente "confia no seu próprio coração". Portanto, se quisermos ser justos, e apreciar as recompensas de ser justos, devemos confiar no Senhor.

“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal. Isso será saúde para a tua carne; e refrigério para os teus ossos”. Provérbios 3:5-8

Próximo: A apreciação da sabedoria: contraste entre o justo e o ímpio - Consequências Espirituais

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